O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou nesta terça-feira (7) a suspensão imediata do processo de transição de poder com o atual mandatário Gustavo Petro. A decisão foi tomada após o socialista se recusar a reconhecer o resultado das eleições de junho, nas quais o candidato governista Iván Cepeda foi derrotado. De la Espriella afirmou que encontrou indícios de corrupção e contratos direcionados durante a gestão de Petro, reforçando que não legitimará práticas que considera contrárias à ordem constitucional.
Em mensagem divulgada em vídeo, De la Espriella acusou Petro de tentar permanecer no poder por meio de um “golpe de Estado” e convocou as Forças Armadas a protegerem a Constituição e a democracia. O presidente eleito, apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou que seu dever é garantir uma transição transparente e séria, sem validar o que chamou de “desastre” do governo atual. Petro, por sua vez, alegou sem apresentar provas que estaria sendo ameaçado de prisão e convocou manifestações para 20 de julho, data em que fará seu discurso de despedida.
A posse de De la Espriella está marcada para 7 de agosto, em meio a um cenário de tensão política. Advogado sem experiência prévia na política, ele venceu o segundo turno por margem estreita e já anunciou parte de sua equipe ministerial. Entre suas propostas estão a redução de 40% do tamanho do Estado, estímulo ao investimento privado e endurecimento no combate às guerrilhas e cartéis do narcotráfico, após as fracassadas tentativas de Petro de negociar a paz com grupos armados. Observadores internacionais confirmaram que não houve fraude no pleito, enquanto Cepeda declarou “desobediência civil” diante do novo governo.

