Governo Lula rejeita investigação americana e cobra retirada de tarifa

Redação 011
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Governo Lula rejeita investigação americana e cobra retirada de tarifa
foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

O governo enviou uma carta oficial ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) pedindo a eliminação da tarifa de 12,5% imposta contra produtos brasileiros. O documento, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirma que não há evidências que sustentem as acusações norte-americanas de comércio injusto e rejeita formalmente as conclusões da investigação conduzida sob a “Section 301” da Lei de Comércio dos EUA. Segundo o texto, a medida unilateral viola regras internacionais e ameaça a parceria econômica histórica entre os dois países.

Na resposta, o Brasil destacou possuir uma das legislações mais rígidas do mundo contra o trabalho forçado, citando o Artigo 149 do Código Penal, as inspeções do Grupo Móvel de Fiscalização e os efeitos da chamada “Lista Suja” sobre empresas envolvidas em práticas ilegais. O governo Lula argumentou que não há provas de que produtos brasileiros ligados a trabalho análogo à escravidão tenham entrado no mercado americano ou prejudicado a indústria local. Além disso, ressaltou que os Estados Unidos acumulam superávit superior a US$ 400 bilhões na relação comercial com o Brasil entre 2007 e 2024, incluindo mais de US$ 29 bilhões apenas em 2024.

O documento também alerta que tarifas adicionais não contribuem para combater o problema global do trabalho forçado e defende que o caminho adequado é a cooperação internacional e o diálogo técnico. A audiência pública realizada em Washington, nesta segunda-feira (6) e que segue nesta terça-feira (7), reúne representantes de empresas e especialistas para discutir a proposta americana de ampliar a taxação para 25% sobre produtos brasileiros. O Governo Federal reforçou que medidas unilaterais de pressão, como as adotadas pelo governo Trump, devem ser substituídas por soluções conjuntas que preservem o comércio bilateral.

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