Zema denuncia controle de Gilmar Mendes e articulação do filho para presidir a CBF

Redação 011
3 Min
Zema denuncia controle de Gilmar Mendes e articulação do filho para presidir a CBF
foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Ex-governador critica ‘sede pelo poder’ em Brasília após revelações de que Francisco Mendes pode comandar a instituição; relações comerciais e liminares do decano com a CBF voltam ao centro do debate após eliminação na Copa.

A eliminação precoce da Seleção Brasileira para a Noruega na Copa do Mundo de 2026 abriu as portas para uma crise institucional sem precedentes nos bastidores do futebol nacional. O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), utilizou suas redes sociais para disparar duras críticas contra a influência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e de seu filho, o advogado Francisco Mendes, na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A reação ocorre após o jornalista Lauro Jardim revelar que Francisco é um dos nomes favoritos para suceder o atual presidente da entidade, Samir Xaud, consolidando o controle político sobre o esporte mais popular do país.

“Enquanto político mandar no futebol, esquece o hexa”, disparou Zema, classificando o decano do STF como “o maior intocável do Brasil”. O ex-governador apontou que a família Mendes perdeu o pudor de esconder o poder que exerce nos bastidores da confederação, relembrando episódios polêmicos como o suposto protagonismo do filho do ministro na convocação do atacante Neymar Jr. e a notória atuação de Gilmar Mendes no tribunal para salvar o mandato de um dirigente da CBF. Para a oposição conservadora, o episódio escancara que a sanha pelo controle de poder em Brasília não poupa sequer a gestão esportiva.

O conflito de interesses que ronda a relação entre o decano e a CBF é antigo e voltou a ganhar força no mercado. O Instituto de Direito Público (IDP), que pertence ao ministro, administra a milionária CBF Academy desde 2023. Mesmo com o vínculo comercial direto, Gilmar Mendes não hesitou em assinar decisões monocráticas e liminares cruciais nos últimos anos para manter o ex-presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, no cargo. A postagem do ministro celebrando a permanência do técnico Carlo Ancelotti até 2030 recebeu, inclusive, uma “nota da comunidade” no X (antigo Twitter), evidenciando o rechaço público ao ativismo que agora ameaça colocar o comando oficial da CBF nas mãos de sua própria linhagem.

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