Com retomada da guerra no Irã, petróleo dispara acima de 5% e deve atingir o Brasil

Redação 011
2 Min
Com retomada da guerra no Irã, petróleo dispara acima de 5% e deve atingir o Brasil
foto: divulgação/ Banco de Imagens Petrobras

Os preços internacionais do petróleo registraram forte alta nesta quarta-feira (8), após os Estados Unidos realizarem ofensivas militares contra o Irã em resposta a ataques iranianos a navios comerciais no Estreito de Ormuz. O barril do Brent, referência global, avançava 5,92%, cotado a US$ 78,52 às 7h10, enquanto o WTI, indicador americano, subia 5,81%, para US$ 74,54. O movimento reacende preocupações sobre o fornecimento mundial de energia e pressiona diretamente os reajustes da gasolina e do diesel no Brasil, já que a Petrobras utiliza o Brent como parâmetro.

O aumento das tensões ocorre poucas semanas após um acordo preliminar de cessar-fogo entre Washington e Teerã, que agora se mostra insuficiente diante da escalada militar. O governo Trump decidiu restabelecer sanções às exportações de petróleo iraniano, revogando a licença que permitia vendas temporárias. Autoridades americanas classificaram os ataques iranianos a petroleiros como “totalmente inaceitáveis” e prometeram consequências. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os EUA de violarem o memorando de Islamabad e ameaçou uma “resposta devastadora”.

Além da ofensiva militar, dados recentes revelaram que os estoques da Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos caíram ao menor nível desde 1983, aumentando a vulnerabilidade do mercado global. Pelo menos quatro embarcações desistiram de cruzar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8), segundo registros de rastreamento marítimo, reforçando o temor de novos choques de oferta. A valorização do petróleo, que se aproxima novamente dos US$ 80 por barril, deve impactar os custos de combustíveis em diversos países, incluindo o Brasil, onde o governo enfrenta críticas pela falta de medidas eficazes para conter a alta nos preços internos.

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