O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (7) que a eventual aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros ocorreria no “pior momento possível” para o país. Durante audiência pública organizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o parlamentar destacou que sua intervenção buscou proteger os interesses nacionais e impedir que o sistema de pagamentos instantâneos Pix fosse incluído na disputa comercial. Segundo ele, a medida penalizaria diretamente os consumidores e empresários brasileiros, enquanto o governo não enviou representantes para defender o país.
Na sessão em Washington, Flávio ressaltou que o Pix ampliou a inclusão financeira e não concorre com instituições americanas de pagamento. O senador argumentou que o sistema fortaleceu a economia formal ao trazer milhões de brasileiros para o mercado, beneficiando inclusive empresas dos Estados Unidos, já que o uso de cartões emitidos por bandeiras americanas continuou crescendo em paralelo. Além disso, o parlamentar entregou um documento de 86 páginas às autoridades norte-americanas, pedindo a suspensão da tarifa extra e reforçando que a imposição de novas barreiras comerciais neste período eleitoral teria impacto negativo para o Brasil.
Flávio também aproveitou para criticar Lula e o governo, acusando a gestão petista de priorizar disputas políticas em vez da defesa dos interesses econômicos nacionais. Ele afirmou que “o único que quer essa tarifa no Brasil é o Lula”, sugerindo que o líder da esquerda busca ganhos eleitorais com o tema. O senador disse ainda que empresários, advogados e representantes de empresas participaram da audiência, mas nenhum integrante do governo esteve presente. Para o parlamentar, sua atuação reforça o compromisso de defender o povo brasileiro mesmo antes de ocupar o Palácio do Planalto.

