Durante encontro recente com Donald Trump, Xi Jinping sinalizou que Vladimir Putin poderia se arrepender da invasão da Ucrânia, mas não avançou em medidas concretas para pressionar o presidente russo. Em vez disso, o líder chinês concentrou esforços em propor soluções para encerrar o conflito no Oriente Médio, especialmente no Irã, onde os combates têm afetado diretamente o abastecimento de petróleo e provocado prejuízos econômicos à China. A postura evidencia a prioridade de Pequim em proteger seus interesses energéticos, deixando em segundo plano a invasão ao território ucraniano.
Na visita de Estado de Putin a Pequim, a 25ª desde que assumiu o poder, os dois líderes discutiram temas como comércio bilateral, cooperação energética e a construção de uma “ordem mundial multipolar”. Xi reforçou que a China e a Rússia devem “promover uma ordem mundial mais justa” e criticou o que chamou de “hegemonia unilateral desenfreada”. O presidente russo, por sua vez, descreveu Xi como “caro amigo” e destacou que a parceria entre os dois países é “particularmente necessária” diante da atual conjuntura internacional.
Xi também apresentou uma proposta em quatro pontos para pacificação no Oriente Médio, defendendo coexistência pacífica, soberania nacional e respeito ao direito internacional. O plano foi inicialmente discutido com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi e agora reforçado diante da escalada de tensões. Autoridades russas afirmaram que Moscou está pronta para apoiar negociações entre Estados Unidos e Irã, enquanto Pequim busca aliviar os impactos econômicos da guerra sobre sua economia. A visita de Putin à China reforça a aliança estratégica entre os dois regimes, em meio às críticas de líderes ocidentais que esperam maior pressão de Xi sobre a guerra na Ucrânia.












