O encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping, realizado na quinta-feira (14) em Pequim, foi marcado por pautas estratégicas que vão além da diplomacia tradicional. Entre os principais temas discutidos estiveram o apoio americano a Taiwan, os ciberataques atribuídos a hackers chineses e a circulação de petróleo pelo Estreito de Ormuz. A reunião de quase duas horas, seguida de visita ao Templo do Céu, reforçou a relevância das conversas bilaterais em um momento de pressões crescentes entre as duas potências.
Xi Jinping destacou em discurso durante o banquete oficial que a relação entre China e Estados Unidos é “a mais importante do mundo”, representando uma população conjunta de 1,7 bilhão de pessoas. Trump, por sua vez, adotou tom conciliatório, afirmando que as conversas anteriores foram “extremamente positivas” e chamando Xi de “grande líder”. Apesar da cordialidade, a Casa Branca confirmou que os temas tratados incluíram comércio, petróleo e a situação no Irã, além da questão de Taiwan, considerada sensível por Pequim.
Nos últimos meses, o governo Trump intensificou medidas contra empresas chinesas, acusadas de fornecer dados ao Irã e de roubar modelos de inteligência artificial de companhias americanas. Também houve denúncias de hackers chineses infiltrados em sistemas do FBI e de importadores chineses adquirindo petróleo iraniano de forma clandestina. Paralelamente, a Casa Branca elaborou um pacote de ajuda militar de US$ 13 bilhões para Taiwan, cuja implementação foi adiada até o retorno de Trump, dando espaço para que Xi Jinping manifeste suas objeções.







