A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (15), mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, no âmbito da Operação Sem Refino. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tem como alvo o conglomerado de combustíveis Refit, suspeito de ocultação patrimonial e evasão de recursos ao exterior. Ao todo, foram expedidos 17 mandados de busca e sete medidas de afastamento de função pública em três estados: Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
O empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit e residente em Miami, foi alvo de mandado de prisão preventiva. Como não se encontra no Brasil, seu nome foi incluído pela PF na Difusão Vermelha da Interpol. Além dele, também são investigados o desembargador Guaraci de Campos Vianna, da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do Estado Renan Saad. As apurações contam com apoio técnico da Receita Federal e se inserem no contexto da ADPF nº 635/RJ, conhecida como ADPF das Favelas.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas. O grupo Refit, antigo Refinaria de Manguinhos, é considerado um dos maiores devedores de impostos do país. Cláudio Castro, que renunciou ao cargo de governador em março para não ser cassado, já havia sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.







