Amorim diz que Irã não vai desaparecer nem será marionete de Washington

Redação 011
2 Min
Amorim diz que Irã não vai desaparecer nem será marionete de Washington
foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O governo Lula voltou a se posicionar em defesa do regime do Irã após os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra instalações da ditadura no Teerã no sábado (28), que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei. O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, declarou que o país persa não deve se tornar “títere de qualquer outra grande potência” e que continuará reagindo diante de tentativas de dominação. A fala reforça a linha adotada pelo Governo Federal de se colocar contra medidas de pressão de Washington, mesmo em meio às tensões no Oriente Médio. As informações são do Poder360.

Amorim comparou a situação atual com o Iraque em 2003, quando a captura de Saddam Hussein gerou instabilidade e favoreceu o surgimento de grupos extremistas. Segundo ele, o Irã possui maior estrutura política e social, o que impediria um cenário semelhante. O conselheiro destacou ainda que a morte de Khamenei pode ampliar rivalidades entre países árabes e entre diferentes correntes religiosas, elevando o risco de conflitos regionais.

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, agradeceu ao Governo Federal pelo posicionamento e classificou como “valorosa” a condenação brasileira aos ataques norte-americanos. Em nota, o Itamaraty pediu solução diplomática e respeito ao Direito Internacional, mas também criticou a retaliação iraniana contra países vizinhos como Arábia Saudita e Jordânia. Questionado sobre essa segunda manifestação, Nekounam afirmou que Teerã tem o “direito” de responder “na mesma altura”, sem comentar diretamente a divergência entre os comunicados oficiais brasileiros.

Compartilhe este artigo