Anuário de Segurança Pública comprova alta de feminicídios no país

Redação 011
2 Min
Anuário de Segurança Pública comprova alta de feminicídios no país
foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revela que, em 2025, 44,4% das mulheres assassinadas no país foram mortas por razões de gênero – o maior percentual desde quando o feminicídio entrou para o Código Penal brasileiro, em 2015. Em números absolutos, no último ano, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio, ou 4,3 mortes por dia. O resultado representa uma taxa nacional de 1,4 vítimas por grupo de 100 mil mulheres (alta de 4% em relação a 2024).

As tentativas de feminicídio, segundo o Anuário, também continuaram a crescer em 2025. Foram 4.189 mulheres sobreviventes, um aumento de 5,9% em relação a 2024, ou seja, para cada feminicídio consumado registrado no país em 2025, houve quase três tentativas. Segundo a publicação, considerando conjuntamente os feminicídios consumados e tentados, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas do país, com 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente. Já as regiões Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2) registraram menores níveis de violência letal de gênero consumada e tentada.

Vale destacar que o governo Lula reduziu gastos com segurança pública na comparação entre 2025 e 2024. Embora o gasto total com segurança pública tenha aumentado em relação a 2024, o documento reforça que isso ocorreu por causa dos investimentos feitos pelos estados.

Fonte: Agência Brasil.

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