O grupo terrorista conhecido como Houthis, apoiado pelo Irã, anunciou nesta segunda-feira (20) um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, abrindo uma nova frente de instabilidade no Oriente Médio. A medida, declarada como resposta ao “cerco injusto” imposto ao Iêmen, ameaça diretamente o tráfego marítimo pelo Mar Vermelho, rota estratégica para o comércio internacional e para o escoamento de petróleo. O embargo foi descrito pelos rebeldes como imediato e baseado na lógica de “olho por olho”.
O movimento ocorre em meio à pressão de Teerã para que seus aliados iemenitas fechem o Estreito de Bab el-Mandeb, caso os Estados Unidos mantenham ataques contra a infraestrutura energética iraniana. Paralelamente, diplomatas tentam viabilizar um cessar-fogo de dez dias, mas a escalada militar continua. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido bases americanas, enquanto Washington intensificou bombardeios contra cidades iranianas, ampliando o risco de prolongamento da guerra.
O bloqueio pode reduzir em até 7% a oferta global de petróleo, somando-se à queda de 10% já registrada devido ao conflito no Golfo. Embora a Arábia Saudita ainda não tenha se manifestado oficialmente, a coalizão criada em 2015 para combater os Houthis prometeu medidas “firmes e resolutas” para proteger a navegação.

