Flávio Bolsonaro pede vigilância internacional sobre urnas eletrônicas

Redação 011
2 Min
Flávio Bolsonaro pede vigilância internacional sobre urnas eletrônicas
foto: José Cruz/ Agência Brasil

O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), aproveitou encontro privado em Brasília com representantes de cerca de 40 países para levantar preocupação sobre o uso das urnas eletrônicas no Brasil. Ele destacou que os equipamentos teriam origem na empresa venezuelana Smartmatic, citada em relatório da CIA como envolvida em fraudes nas eleições da Venezuela em 2012. Flávio defendeu que observadores internacionais acompanhem o processo eleitoral brasileiro, afirmando que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”.

O debate ocorre em meio ao início das convenções partidárias, etapa decisiva para a formação de alianças e definição de vices. Flávio ainda busca ampliar sua base de apoio além do PL, já que partidos seguem em negociação para uma adesão formal. A entrada dessas legendas garantiria maior tempo de propaganda em rádio e TV, fator considerado estratégico para a campanha. Apesar das dificuldades, o senador insiste em pautas ligadas à transparência eleitoral como forma de fortalecer sua pré-candidatura.

Além das negociações políticas, Flávio enfrenta desgaste interno após divergências com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, especialmente em disputas regionais como no Ceará. O episódio expôs problemas junto ao eleitorado que acompanha a madrastra. Enquanto isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que a Smartmatic nunca forneceu urnas ou softwares para o Brasil, esclarecendo que todo o projeto das urnas eletrônicas é desenvolvido pela própria Justiça Eleitoral. Segundo o TSE, a empresa chegou a participar de licitação em 2020, mas perdeu para a fabricante Positivo.

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