Populismo de Lula consome R$ 190 bilhões dos cofres públicos em ano eleitoral

Redação 011
3 Min
Populismo de Lula consome R$ 190 bilhões dos cofres públicos em ano eleitoral
foto: Ricardo Stuckert / PR

Em uma investida agressiva para conter o derretimento de sua popularidade e tentar influenciar o resultado das urnas em outubro, o governo do presidente Lula já anunciou, apenas ao longo de 2026, um pacote de 14 medidas de cunho puramente eleitoreiro. O impacto financeiro dessa ofensiva nos cofres públicos atinge a assustadora marca de R$ 187,4 bilhões. O arsenal populista inclui desde o uso de bancos públicos para conceder crédito subsidiado a nichos específicos de trabalhadores até recuos estratégicos em impostos que o próprio governo havia criado.

Nesta semana, a principal aposta foi o lançamento do programa “Move Aplicativos”, que pretende injetar R$ 30 bilhões do Tesouro Nacional no BNDES para financiar a compra de automóveis de até R$ 150 mil para taxistas e motoristas de plataformas como a Uber — uma categoria que soma 1,4 milhão de trabalhadores no país. A medida se soma ao “Move Brasil”, focado na renovação de frotas de caminhões e ônibus, que abocanhou outros R$ 21,2 bilhões em financiamentos. Para tentar recuperar o apoio das classes mais baixas, o governo também editou uma Medida Provisória para revogar a impopular “Taxa das Blusinhas”, gerando uma renúncia fiscal de R$ 3,4 bilhões, além de elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o que custará mais R$ 31,2 bilhões aos pagadores de impostos.

A gastança eleitoral também avançou sobre os setores de habitação e segurança pública. A expansão do programa Minha Casa, Minha Vida e novos modelos de crédito imobiliário vão drenar, juntos, R$ 30 bilhões. Já na segurança, o programa “Brasil Contra o Crime Organizado” prevê o desembolso de R$ 11 bilhões, sendo R$ 10 bilhões via empréstimos de bancos estatais para governadores. Analistas de mercado apontam que a conta desse ‘estelionato’ eleitoral será cobrada logo após o pleito, sob a forma de mais inflação, juros altos e desequilíbrio fiscal generalizado.

Ao despejar bilhões no BNDES para subsidiar carros e caminhões, e inflar programas habitacionais à força, Brasília cria uma falsa sensação de bem-estar. O eleitor consciente sabe: o dinheiro que o governo finge que está ‘dando’ agora é o mesmo que vai faltar na saúde, na infraestrutura e que retornará disfarçado de inflação e juros recordes no ano que vem. É o populismo mais rasteiro operando à luz do dia.

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