Lula quer falar com Trump, mas com garantias de não ser ‘apertado demais’

Redação 011
2 Min
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foto: Ricardo Stuckert / PR

O Governo Federal iniciou tratativas diplomáticas para viabilizar uma reunião entre Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas busca garantias para evitar que o petista seja confrontado diretamente. A equipe de Lula teme que o líder americano adote postura firme diante de temas sensíveis, como o alinhamento do Brasil com regimes ditatoriais, censura, perseguição política e o impacto das sanções comerciais. A estratégia do Itamaraty é construir o diálogo em etapas, com interlocuções prévias e possibilidade de encontro em território neutro, como a Malásia, durante a cúpula da Asean no fim de outubro.

Apesar dos acenos diplomáticos feitos por Trump, o Governo Lula (PT) ainda não apresentou propostas para reverter o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. As medidas de pressão adotadas pelo governo Trump incluem alíquotas de até 50% sobre produtos brasileiros, afetando setores estratégicos como carnes, ferro, café e aeronaves. Analistas apontam que a reversão dessas barreiras exige planejamento técnico e compromissos concretos da gestão petista, e não apenas gestos simbólicos ou superficiais.

O contato inicial entre os dois líderes ocorreu nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, de forma não programada. Trump afirmou que “gosta do brasileiro” e que só faz negócios com quem aprecia, sinalizando abertura para diálogo. No entanto, o histórico de mudanças de posição do presidente americano levou o Governo Federal a adotar cautela. A consultoria Eurasia Group, segundo a Gazeta do Povo, avalia que um telefonema entre os líderes é provável, mas não garante avanços comerciais. Enquanto isso, o impacto das tarifas já provocou perdas gigantescas nas exportações brasileiras e pressão sobre o mercado interno.

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