A possibilidade de Lula conquistar novo mandato voltou a pesar sobre os mercados nesta terça-feira (19). O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,85%, cotado a R$ 5,041, enquanto o Ibovespa recuou mais de 1%, em torno de 173 mil pontos. Analistas mencionados pelo UOL apontam que a perspectiva de continuidade do governo Lula aumenta a percepção de risco fiscal, afastando investidores e pressionando o câmbio. O movimento reforça a leitura de que o mercado reage de forma mais favorável a cenários de alternância de poder, especialmente diante da expectativa de uma gestão mais conservadora nas contas públicas.
O desempenho negativo da Bolsa e a valorização da moeda americana ocorreram em meio a fatores externos e internos. No exterior, o petróleo tipo Brent caiu 0,73%, cotado a US$ 111,28, enquanto o WTI recuou 0,22%, a US$ 104,15. Já no Brasil, investidores acompanharam a fala de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, em audiência no Senado sobre o Banco de Brasília (BRB), que enfrenta dificuldades para cobrir um rombo de mais de R$ 12 bilhões. A combinação de incertezas domésticas e sinais de fragilidade fiscal reforçou a aversão ao risco.
Além disso, o cenário político também influenciou os negócios. A divulgação de reportagem envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro trouxe repercussões eleitorais, mas o impacto maior veio da leitura de que a reeleição do petista se fortalece. Segundo especialistas, notícias que ampliam essa possibilidade tendem a gerar fuga de capital e pressão sobre os ativos brasileiros. O resultado foi uma queda acumulada de 3,7% no Ibovespa na última semana, levando o índice ao menor nível desde março.











