Donald Trump anunciou nesta terça-feira (3) que acertou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o encerramento da ajuda financeira anual dos Estados Unidos a Israel a partir do fim de 2026. Washington fornece atualmente cerca de US$ 3,8 bilhões por ano em assistência militar, valor que Trump arredondou para US$ 4 bilhões. Segundo o presidente americano, o entendimento foi alcançado meses atrás e partiu também de conversas com Netanyahu. “Eles se tornaram um país muito bem-sucedido. Não precisam disso”, afirmou Trump.
A decisão antecipa em quase dois anos o encerramento previsto no acordo vigente entre os dois países. O memorando assinado em 2016, durante o governo Barack Obama, estabeleceu US$ 38 bilhões em assistência militar ao longo de dez anos, com validade até setembro de 2028. Dos US$ 3,8 bilhões anuais, cerca de US$ 3,3 bilhões financiam principalmente a aquisição de equipamentos militares produzidos nos próprios Estados Unidos. Trump afirmou que Washington continuará vendendo armas a Israel e poderá prestar auxílio caso o país necessite, preservando a cooperação militar entre os dois aliados.
O anúncio ocorreu no mesmo dia das eleições legislativas americanas. Trump reconheceu que a ajuda a Israel passou a ser explorada no debate político interno e citou especificamente o democrata Abdul El-Sayed, candidato ao Senado por Michigan e crítico da assistência militar sem condições. Netanyahu já havia afirmado anteriormente que Israel deveria reduzir sua dependência financeira dos Estados Unidos e ampliar sua própria capacidade industrial de defesa. Ainda não foram divulgados os mecanismos para antecipar o término do acordo vigente, e o Congresso americano participa anualmente da liberação dos recursos.

