O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, mobilizou cerca de 2 mil militares, helicópteros e veículos blindados para o Haiti em uma operação destinada a resgatar quatro salvadorenhos sequestrados após uma emboscada de grupos armados nos arredores de Porto Príncipe. Os homens são técnicos de aviação integrantes da força internacional apoiada pela ONU e desapareceram em 18 de outubro, depois que o blindado em que viajavam foi atacado e incendiado. Bukele afirma que os quatro estão mantidos como reféns e exigiu que sejam devolvidos com vida e sem ferimentos.
Imagens divulgadas por Bukele mostram soldados, pelo menos quatro helicópteros e quatro blindados sendo transportados para território haitiano. O presidente afirmou que o deslocamento está praticamente concluído, que seu governo arca com cerca de 90% dos custos e que a missão terminará quando os salvadorenhos forem recuperados. “Esta não é uma operação contra o povo haitiano, nem uma invasão”, declarou Bukele, que também advertiu as gangues sobre uma resposta militar mais intensa caso os reféns não sejam libertados.
Os quatro salvadorenhos trabalhavam principalmente em operações aéreas e evacuações médicas e, segundo Bukele, não desempenhavam funções de combate quando foram capturados. O sequestro ocorreu em uma região dominada por organizações criminosas, em um país onde gangues controlam aproximadamente 70% de Porto Príncipe e onde a violência já deslocou cerca de 1,5 milhão de pessoas. A operação representa a primeira mobilização internacional de grande escala das forças salvadorenhas sob Bukele, que construiu sua política de segurança interna em torno do combate às gangues em El Salvador.

