A situação econômica da população brasileira é extremamente preocupante diante dos dados recentes de endividamento e, ainda pior, daqueles que mal conseguem honrar com o pagamento das próprias dívidas. Ao fim do chamado ‘Lula 3’, a inadimplência no Brasil atingiu novo recorde histórico em setembro, com 84,2 milhões de pessoas com contas em atraso — em agosto, eram 83,9 milhões, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, divulgado pela Serasa.
Esse levantamento revelou que, em média, cada inadimplente deve R$ 7.093,83, valor equivalente a mais de 4 salários mínimos (R$ 1.621,00). Os bancos e os cartões de crédito concentram a maior parcela das dívidas em atraso (27,1%). Pela primeira vez, as financeiras aparecem na segunda posição, com 20,6%, ultrapassando as contas de água, luz e gás, que representam 20,32% de inadimplência.
Em meio ao cenário de endividamento, a Serasa iniciou nesta terça-feira (3) uma nova edição do Feirão Limpa Nome. A campanha vai até 6 de dezembro e reúne mais de 750 milhões de ofertas para renegociação de dívidas.

