O Senado Federal terá de escolher entre três propostas distintas para alterar a jornada de trabalho e pôr fim à escala 6×1. A decisão sobre qual texto avançará depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que nos próximos dias deve articular com líderes partidários. A movimentação ocorre em meio à tentativa de aproximação de Alcolumbre com Lula, após meses de distanciamento, o que pode influenciar diretamente o ritmo da tramitação.
Entre os projetos em análise, está a PEC aprovada pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (27), que reduz a carga horária semanal de 44 para 40 horas em até 14 meses. Além dela, há uma proposta alternativa apresentada pela oposição na quinta-feira (28), que está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e um texto mais antigo do senador Paulo Paim (PT-RS), que aguarda deliberação do plenário desde o ano passado. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), sinalizou preferência pelo texto vindo da Câmara, mas também destacou a relevância da iniciativa de Paim.
Nos bastidores, o governo pressiona pela rápida aprovação da PEC recém-saída da Câmara, vista como bandeira política para Lula. Já parlamentares da oposição defendem maior prazo de transição e flexibilização das regras, atendendo demandas do setor produtivo. Representantes da indústria alertam para impactos econômicos imediatos, enquanto senadores dividem opiniões sobre a viabilidade da medida. A decisão de Alcolumbre será determinante para definir se o tema avança antes do recesso parlamentar de julho.










