Enquanto o Brasil lida com as repercussões da classificação das suas facções criminosas como organizações terroristas pelos EUA e com a paralisia do Governo Federal, uma comitiva gigantesca da elite burocrática brasileira prepara-se para o “Fórum de Lisboa”. O evento, que começa amanhã (1º de junho), já conta com 135 autoridades e servidores confirmados de 54 órgãos diferentes — todos cruzando o Atlântico sob o apelido nada oficial de ‘Gilmarpalooza’.
O levantamento, que expõe as entranhas dos gastos públicos, revela cifras astronômicas. Somente o Tribunal de Justiça do Piauí e o Tribunal de Contas da União (TCU) projetam gastar 692 mil reais apenas com diárias. A Advocacia-Geral da União (AGU) lidera o ranking de volume, com 22 participantes autorizados. Parlamentares, ministros de tribunais superiores e até primeiras-damas estaduais integram a lista de passageiros que debaterão o Direito em Portugal, pagos por um contribuinte que raramente vê a justiça ser feita em solo nacional. Para o ministro Gilmar Mendes, organizador do evento, as críticas não passam de “eco de ideologia”, mas para o bolso do brasileiro, o evento soa como uma afronta à realidade do país.












