O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) manifestaram apoio à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ambos destacaram que a medida fortalece o combate ao crime organizado, que atua dentro e fora do Brasil, e elogiaram a articulação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) junto ao governo norte-americano. Para Nunes, a iniciativa representa um passo firme contra grupos que impõem medo e violência à população.
O anúncio americano foi feito após encontro de Flávio Bolsonaro com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que se mostrou favorável à classificação das facções. Segundo Tarcísio, “quem domina territórios, impõe toque de recolher e desafia o Estado pratica terror”, reforçando que não se trata apenas de facções criminosas, mas de organizações que devem ser tratadas como terroristas. Nunes também criticou o que chamou de tentativas de minimizar os riscos dessas facções e afirmou que “ninguém aguenta mais essa conversa de passar a mão na cabeça de bandido”.
Enquanto isso, Lula reagiu negativamente à decisão dos EUA, afirmando que o governo pretende combater internamente o crime organizado e não aceitará intervenções internacionais. O petista disse que o Brasil não pode ser tratado como “republiqueta”, em discurso realizado em Sergipe. A posição do governo Lula foi criticada por Nunes, que lamentou a nota oficial do Planalto contra a atuação de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. Para o prefeito, a ação do senador foi legítima e necessária diante da gravidade da atuação das facções criminosas no país.










