O deputado federal Ricardo Salles (Novo) reforçou nesta segunda-feira (15) que sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo mantém vínculo direto com o bolsonarismo. Em entrevista à CNN Brasil, o parlamentar destacou que ele e Guilherme Derrite (PP) são os únicos nomes da direita na disputa, reafirmando sua proximidade com Jair Bolsonaro (PL) e negando qualquer ruptura com o ex-presidente. Salles ressaltou que sua saída do PL ocorreu por divergências com o comando da legenda, que, segundo ele, estaria dominado pelo “DNA do centrão”.
Ao detalhar os motivos da mudança partidária, Salles apontou críticas ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a quem classificou como representante da velha política. O deputado citou casos como o esquema de apostas, o INSS e o Banco Master, defendendo que o centrão tenta se apropriar da direita para ampliar espaço eleitoral. Para ele, apesar de parlamentares bolsonaristas como Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carla Zambelli (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) figurarem entre os mais votados, o comando da sigla estaria nas mãos dos chamados “valdemaristas”.
Salles também relembrou sua trajetória política anterior ao período em que integrou o governo Bolsonaro, destacando passagens como secretário de Estado em São Paulo. O deputado afirmou que, durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo, chegou a registrar até 19% nas pesquisas, mas foi preterido pelo PL em favor de Ricardo Nunes (MDB). Ao migrar para o Novo, garantiu espaço para concorrer ao Senado e defendeu que o partido reúne “gente decente e preparada” para representar valores da direita.

