Em uma decisão polêmica, o Reino Unido informou que vai proibir o acesso às redes sociais para menores de 16 anos. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que a regulamentação da nova lei deve ser concluída até o fim de 2026. Ele afirmou que as redes impedem as crianças de fazer a lição de casa, ler, brincar com os amigos e ir para a cama em um horário adequado.
“Isso pode não parecer muito, mas são atividades que ajudam uma criança a se desenvolver e se tornar um adulto”, disse.
De acordo com o governo, a decisão foi tomada após uma pesquisa que mostrou que nove em cada dez pais apoiam a proibição. Pelas novas regras, menores de 16 anos também não poderão fazer transmissões ao vivo nem interagir com desconhecidos em aplicativos de jogos. O governo britânico ainda estuda a adoção de limites noturnos de acesso à internet, para conter o que classificou como uso infinito das plataformas digitais, além de restrições ao uso de chats de inteligência artificial.
Em resposta, o YouTube criticou a medida e alertou que a proibição pode levar crianças e adolescentes a buscar serviços anônimos e menos seguros. A empresa reforçou o investimento constante em ferramentas de proteção e experiências adequadas a cada faixa etária. A Austrália foi o primeiro país a adotar uma legislação desse tipo.

