Lula chega ao G7 na expectativa de encontrar Trump e criticar ofensiva contra facções

Redação 011
2 Min
Lula chega ao G7 na expectativa de encontrar Trump e criticar ofensiva contra facções
foto: Ricardo Stuckert / PR

Lula chegou ao G7 em meio a um cenário marcado pela recente decisão dos Estados Unidos de enquadrar o PCC e o CV como organizações terroristas internacionais. O petista tem se mostrado contrário a esse tipo de classificação, defendendo que o Brasil deve tratar o tema como questão interna de segurança pública e não como pauta internacional. A posição do governo contrasta com a estratégia americana, que busca ampliar a pressão sobre países latino-americanos por meio de medidas de segurança e comércio.

A expectativa de um encontro com Donald Trump reforça a relevância do tema, já que o presidente dos Estados Unidos tem adotado uma postura firme contra o crime organizado e ampliado sanções comerciais como forma de pressionar o Brasil. Enquanto o governo americano justifica tarifas adicionais de até 37,5% com base em supostas práticas desleais e falta de ações contra o trabalho forçado, Lula deve insistir em um discurso contrário ao protecionismo e ao unilateralismo, tentando minimizar os impactos da decisão sobre o setor produtivo brasileiro.

Diplomatas avaliam que, mesmo sem reunião formal marcada, o encontro entre Lula e Trump pode ocorrer durante a cúpula. Nesse contexto, o líder da esquerda deve reiterar sua crítica ao enquadramento das facções como terroristas, buscando apoio de outros países do G7 para defender maior protagonismo da OMC nas negociações comerciais. A postura do governo Lula, portanto, será de contestação às medidas americanas, ao mesmo tempo em que tenta preservar espaço de diálogo com os principais líderes mundiais.

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