Menções a Toffoli e Moraes em delação de Vorcaro colocam STF e PGR sob pressão

Redação 011
2 Min
Menções a Toffoli e Moraes em delação de Vorcaro colocam STF e PGR sob pressão
foto: Rosinei Coutinho/STF

A possível inclusão dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes na delação premiada do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, gera apreensão no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Procuradoria-Geral da República (PGR). Caso os nomes sejam confirmados, caberá ao relator André Mendonça e ao procurador-geral Paulo Gonet conduzir um processo delicado, já que ambos mantêm relações cordiais com os citados. A dificuldade em blindar os ministros, diante da pressão pública por respostas, amplia o desgaste institucional.

O acordo de colaboração de Vorcaro está em fase de negociação entre a PGR e a Polícia Federal, e só será homologado se houver provas inéditas e possibilidade de recuperação de valores obtidos de forma fraudulenta. Interlocutores próximos a Mendonça afirmam que ele não pretende transformar o caso em perseguição, mas que, diante de evidências concretas, seguirá com rigor. O magistrado já havia defendido cautela em reunião interna do STF, quando Toffoli foi mencionado em relatório da PF, mas reconhece que a sociedade exige transparência diante das suspeitas envolvendo o Master.

Entre os pontos levantados, aparecem transações da empresa Maridt, ligada a Toffoli, e contratos milionários do escritório da esposa de Moraes com o Banco Master. Documentos também indicam viagens em jatos executivos ligados a Vorcaro, negadas pelo ministro. A crise de imagem atinge ainda Kassio Nunes Marques, citado em viagem organizada por advogada do banco. O impasse expõe a dificuldade do STF em lidar com acusações que envolvem seus próprios integrantes, enquanto a esfera política de Brasília observa de perto os desdobramentos que podem afetar a credibilidade do Executivo e Legislativo.

Com informações da Folha de S.Paulo.
TAGS:
Compartilhe este artigo