Eleita primeira-ministra da Itália pelo Partido Fratelli d’Italia, Giorgia Meloni é de direita, mas dois outros partidos dividem com ela o parlamento, sendo que o Forza Itália, com cerca de 30% do parlamento, sempre vota com a esquerda e ficou com o cargo de ministro das Relações Exteriores.
Sem consultar nenhum dos partidos do governo, o ministro convocou o conselho dos ministros com o decreto pronto para limitar a cidadania dos descendentes de italianos.
É preciso separar imigração legal de imigração ilegal. A primeira reforça os laços culturais, a economia e os valores, promovendo o desenvolvimento, enquanto a segunda arrasa a cultura e a economia da Europa e dos demais países do Ocidente.
A esquerda sempre estimulou a imigração ilegal, com a clara intenção de substituir a cultura e a religião da Europa por outras, mas esse tipo de migração caiu muito o ano passado, o que pode explicar a reação dos globalistas.
A Itália e outros países da Europa estão perdendo sua população devido à baixa natalidade e fuga da juventude, haja vista várias cidades italianas abandonadas, com imóveis à venda por 1 euro.
Até que essa tendência se reverta, a esquerda está relativamente segura no sucesso de seu plano de dissolver a segurança e as identidades nacionais europeias. Em diversos países, o cidadão que resiste ao cenario criado pela imigração ilegal se torna vitima do terrorismo de estado, refém em seu próprio país. Esse é o caminho que a Itália está seguindo.
O centrão italiano, quando quer impor sua vontade, joga tranquilamente com a esquerda e vice-versa. Como em todos os países que têm voto proporcional dominante, nenhum partido consegue maioria absoluta e é preciso fazer composição para governar.
A imigração legal de descendentes garante a multiplicação de novos italianos e europeus, que ainda trazem a cultura de seus ascendentes, podem renovar a Europa e salvar instituições falidas, como a previdência social. Muitos dos descendentes de italianos que pedem cidadania fogem das tiranias de países de esquerda, um sinal importante para a Itália abraçá-los, garantindo sua sobrevivência.
O Brasil vive momentos críticos em sua política e economia e tem uma vasta população de descendentes de italianos. Quem teria interesse em fechar as portas para cidadãos reconhecidos e legalizados e abri-las para ilegais que nunca vão assimilar a cultura italiana, além de custar bilhões de impostos dos italianos? Que o bom senso dos verdadeiros conservadores da Itália prevaleça.