O incêndio ocorrido na quinta-feira (20) em um dos pavilhões da COP30, em Belém, gerou uma disputa de responsabilidades entre o Governo Federal e a ONU. O secretário executivo da conferência, Simon Stiell, havia enviado alerta formal ao governo Lula sobre riscos de segurança, incluindo “exposição elétrica” no local. Apesar do aviso, o fogo atingiu a Blue Zone e obrigou a evacuação, com o Planalto tentando transferir a responsabilidade para a ONU pela entrada de equipamentos inadequados.
No documento encaminhado antes do episódio, Stiell relatou falhas estruturais como temperaturas elevadas devido ao ar-condicionado defeituoso, inundações em áreas críticas e infiltrações que atingiram luminárias. A Casa Civil negou os problemas, afirmando que se tratava apenas de “goteiras” já reparadas. Após o incêndio, o ministro do Turismo, Celso Sabino (União), minimizou o caso ao dizer que o fogo “poderia acontecer em qualquer lugar do planeta”, enquanto auxiliares do Planalto apontavam para suposta falha da ONU na triagem de equipamentos.
A tensão entre o Governo Lula e a ONU já vinha se acumulando desde a semana anterior, quando manifestantes brasileiros invadiram áreas da COP30 e houve confronto com seguranças internacionais. A carta enviada pela ONU na quarta-feira (19) reforçou críticas às instalações, citando problemas de refrigeração, vazamentos, falta de água e riscos elétricos. Com o incêndio, o impasse se intensifica e expõe a falta de coordenação entre o Governo Federal e os organizadores da entidade globalista.

