Se Tiradentes tivesse vivido a era Haddad na Fazenda, não teria chegado à execução. Teria infartado antes, ao ver a carga tributária imposta pelo governo Lula. O paralelo histórico é direto: no século XVIII, a derrama sufocava os mineiros; hoje, a multiplicação de impostos e reonerações sufoca o brasileiro comum.
Haddad, enquanto ministro da Fazenda, não criou um imposto novo, mas promoveu uma série de medidas que, na prática, aumentaram a arrecadação. A volta da cobrança de PIS/Cofins sobre combustíveis, a taxação de fundos exclusivos e offshores, a “taxa das blusinhas” sobre compras internacionais de baixo valor e o aumento do IPI sobre armas e munições são exemplos claros de como o governo Lula prefere punir o consumo e a produção em vez de cortar gastos.
O discurso oficial fala em “justiça fiscal”, mas o resultado é sempre o mesmo: mais dinheiro para Brasília, menos liberdade para o cidadão. A derrama de ontem se traduz hoje em uma máquina arrecadatória que não devolve em serviços públicos a montanha de recursos que recolhe. O brasileiro paga caro por saúde precária, educação deficiente e infraestrutura abandonada.
O governo Lula insiste em vender a narrativa de que tributar mais é sinônimo de progresso. Mas a realidade é que o aumento da carga tributária desestimula investimentos, reduz o poder de compra e empurra a classe média para a informalidade. É um ciclo vicioso que mantém o país preso à estagnação.
Assim como os mineiros se revoltaram contra a derrama, a sociedade atual sente o peso de medidas que parecem desenhadas para extrair até o último centavo do contribuinte. A diferença é que, hoje, não há espaço para insurreições: há apenas a resignação diante de um Estado que se comporta como cobrador implacável.
Se Tiradentes tivesse testemunhado esse cenário, teria infartado ao perceber que, séculos depois, o Brasil continua refém de uma lógica de arrecadação sufocante. O sonho de independência econômica permanece distante, e o governo Lula insiste em tributar até o último centavo.
A conclusão é simples: enquanto o Estado brasileiro continuar a se alimentar da renda da população sem oferecer retorno, estaremos condenados a viver sob uma derrama moderna. E o infarto de Tiradentes seria apenas o símbolo de uma nação que ainda não aprendeu a se libertar da opressão fiscal.







