Americanos elegem novo Congresso nesta terça; republicanos tentam preservar maioria de Trump

Redação 011
2 Min
Americanos elegem novo Congresso nesta terça; republicanos tentam preservar maioria de Trump
foto: Official White House Photo by Daniel Torok

Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições de meio de mandato que definirão o controle do Congresso durante os dois últimos anos do segundo governo de Donald Trump. Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas: possuem 218 deputados contra 214 democratas e, no Senado, 53 cadeiras contra 47 ocupadas por democratas e independentes alinhados ao partido. Uma mudança de maioria poderia dificultar a aprovação da agenda de Trump e ampliar o poder de fiscalização e investigação da oposição.

As pesquisas nacionais mais recentes convergem para uma vantagem democrata no voto genérico para o Congresso. A média do RealClearPolling, que reúne levantamentos de diferentes institutos e não depende de uma única pesquisa, encerrou a véspera da votação em 52,1% para os democratas e 43,3% para os republicanos, diferença de 8,8 pontos. O resultado aparece também em levantamentos distintos: Financial Times aponta 52% a 45%; Reuters/Ipsos, 52% a 44%; Morning Consult, 51% a 43%; e Big Data Poll, 52% a 40%. O AtlasIntel registra diferença maior, de 56% a 41%. O voto genérico, entretanto, mede a preferência nacional e não determina diretamente quantas cadeiras cada partido conquistará, porque as eleições para Câmara e Senado são decididas individualmente em cada estado ou distrito.

A disputa pelo Senado tende a ser mais apertada. Os democratas precisam avançar quatro cadeiras para alcançar 51 votos, ao mesmo tempo em que defendem seus próprios assentos. Entre as corridas acompanhadas com maior atenção estão Michigan, Maine, Alaska, Ohio, Texas, Iowa, Kansas e Carolina do Norte. Na Câmara, bastam poucos assentos para alterar o controle da Casa. Trump fez seu último apelo aos eleitores na segunda-feira (2) e pediu aos apoiadores que votassem como se seu próprio nome estivesse na cédula.

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