O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta quinta-feira (18) que o Governo Federal manterá zerada a alíquota sobre as chamadas “blusinhas” até dois meses após a eleição presidencial de outubro. A medida, que se estende até o fim do mandato de Lula, é vista como uma estratégia para aliviar o custo das importações de baixo valor e, ao mesmo tempo, garantir fôlego político ao governo Lula em meio às críticas sobre a alta carga tributária.
Durigan explicou que, em gestões anteriores, havia distorções no sistema de importações, já que a isenção era restrita a transações de pessoa física para pessoa física. Segundo ele, o novo modelo, com adesão das grandes plataformas, permite maior controle sobre o fluxo de encomendas internacionais. Apesar disso, a decisão de manter a isenção até o período eleitoral reforça a percepção de que o governo Lula utiliza medidas econômicas como instrumento de influência política.
A partir de 2027, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) substituirá o imposto de importação e retomará a cobrança sobre encomendas internacionais de baixo valor. O tributo, que já passou por fase de testes em 2026, terá alíquota definida pelo Senado em dezembro deste ano e deve alcançar cerca de 9,43%, segundo estimativas de consultorias. Além da CBS, estados continuarão aplicando ICMS sobre importações, e, até 2032, haverá transição para o novo imposto sobre consumo, o IBS, que somado à CBS poderá atingir uma das maiores cargas tributárias do mundo.

