Ao lado de Sérgio Moro e Guilherme Derrite, pré-candidato do PL apresenta as 12 medidas do programa “Brasil Sem Medo” para sufocar o crime organizado e retomar o controle do país.
A pré-campanha presidencial da oposição subiu o tom e colocou o combate implacável ao crime organizado no centro do debate eleitoral. Em evento estratégico realizado nesta quinta-feira (18) em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) lançou o programa “Brasil Sem Medo”, um robusto pacote contendo 12 medidas de segurança pública que prometem revolucionar o sistema penal e policial do país. Vestindo uma camiseta com o slogan da campanha e cercado por forte esquema de segurança, o parlamentar demonstrou força política ao se apresentar ladeado pelo senador e ex-ministro Sérgio Moro (PL) e pelo ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), que capitanearam a formulação técnica das propostas.
Inspirado no bem-sucedido modelo de tolerância zero implementado pelo presidente Nayib Bukele em El Salvador, o plano prisional de Flávio prevê a criação de 500 mil novas vagas no sistema penitenciário e a construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima, batizados de complexo “Treva”, desenhados para isolar lideranças criminosas de forma definitiva. O programa também prevê o fim imediato da progressão de regime para crimes hediondos, o endurecimento de penas para agressores de mulheres com o monitoramento por tornozeleira e a castração química para estupradores — medida que já aguarda votação no Senado. Outro pilar de forte apelo popular é o apoio integral à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes violentos.
No plano tático e institucional, o projeto promete asfixiar as rotas financeiras e de suprimentos das grandes quadrilhas. Flávio anunciou que irá declarar oficialmente facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações terroristas, espelhando a recente medida adotada pelo Departamento de Estado norte-americano sob Donald Trump. Para dar eficácia à medida, o plano projeta a criação de uma tropa de elite das Forças Armadas dedicada exclusivamente ao monitoramento e blindagem das fronteiras terrestres, além do aperto da fiscalização no Porto de Santos. O monitoramento urbano será reforçado pelo programa “Muralha Brasileira”, um sistema nacional de reconhecimento facial integrado, inspirado nos programas de monitoramento do estado de São Paulo, fechando o cerco contra a impunidade.

