Uma nova onda de intoxicações por bebidas alcoólicas adulteradas com metanol tem alarmado autoridades de saúde em São Paulo. Em cerca de 25 dias, três pessoas morreram e ao menos dez foram hospitalizadas após consumir gin, whisky e vodka contaminados e são tratados como casos suspeitos. O metanol, substância tóxica usada na indústria química e na produção de biodiesel, foi identificado como o agente responsável pelas intoxicações. A origem das bebidas ainda é desconhecida, e os casos foram registrados em cidades como São Paulo, Limeira, Bragança Paulista e São Bernardo do Campo.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública emitiu uma recomendação urgente aos estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas, alertando para os riscos da adulteração com metanol. A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas classificou o cenário como potencial surto epidêmico, destacando que os episódios ocorreram em ambientes sociais, como bares e festas. A ingestão da substância pode causar sintomas como visão turva, dor abdominal, tontura e, em casos graves, cegueira e morte. Um jovem relatou ter perdido a visão após consumir gin adulterado, dizendo que “estava tudo preto”.
A Polícia Civil investiga os casos em diferentes delegacias, enquanto órgãos como Anvisa, Vigilâncias Sanitárias e o Sistema de Alerta Rápido foram acionados. A Senacon recomendou que bares e mercados só adquiram bebidas com nota fiscal e de fornecedores regulares, evitando produtos com lacres violados ou rótulos de baixa qualidade. O Governo Federal por sua vez, foi notificado sobre os casos, mas ainda não apresentou medidas de enfrentamento. A comercialização de bebidas adulteradas é crime previsto no Código Penal e na Lei nº 8.137/1990.












