Equipes de resgate de diversos países começaram a desembarcar na Venezuela para auxiliar nas buscas por sobreviventes após os dois terremotos que atingiram o norte do país na quarta-feira (24). Do Brasil, os grupos enviados são de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, que se juntam às operações internacionais em meio ao cenário de destruição. Segundo autoridades locais, ao menos 235 pessoas morreram e mais de 4.300 ficaram feridas, enquanto centenas permanecem desaparecidas ou sob os escombros.
Os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 provocaram o colapso de dezenas de edifícios, especialmente na região de La Guaira, próxima a Caracas. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou que cerca de 2.900 famílias foram diretamente afetadas. Durante a madrugada de sexta-feira (26), socorristas e voluntários trabalhavam em meio aos destroços, utilizando refletores e ferramentas manuais para tentar localizar sobreviventes. Em várias áreas, o silêncio era pedido para que os profissionais pudessem ouvir sinais de vida entre os escombros.
A ajuda internacional inclui o envio de contingentes especializados, suprimentos médicos e apoio logístico. Os Estados Unidos anunciaram US$ 150 milhões em assistência e mobilizaram tropas e equipamentos, como o navio USS Fort Lauderdale. Países como Colômbia, Chile, México, Espanha e França também enviaram equipes de busca, médicos e cães farejadores. No Brasil, a força-tarefa paulista embarcou nesta sexta-feira (26) com 11 bombeiros militares, médicos e um cão de busca, enquanto o Paraná e Minas Gerais já haviam confirmado o envio de contingentes para reforçar as operações de salvamento.

