Em entrevista ao jornal O Globo, o ex-ministro e economista Adolfo Sachsida estruturou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) voltada à recuperação econômica do país após o término do atual mandato do Executivo. O projeto estabelece o limite da dívida pública em relação ao PIB como a principal âncora fiscal, impondo um “gatilho” de teto de gastos caso o endividamento supere os parâmetros definidos. A iniciativa integra o “Projeto Brasil 2026”, um conjunto de propostas desenvolvido por um grupo de voluntários que visa evitar a perda de tempo na transição governamental, permitindo ao futuro chefe do Executivo implementar medidas concretas logo no início do mandato.
O conteúdo programático, que possui um viés alinhado às pautas de direita, é discutido com parlamentares como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), embora Sachsida ressalte que o plano está à disposição de qualquer candidato vencedor. O economista enfatiza que a estratégia fiscal proposta é mais eficiente do que modelos anteriores, pois impede manobras para burlar restrições de despesas, focando na solvência real. Paralelamente, o grupo busca elevar a potência da política monetária através da redução do crédito direcionado por bancos públicos e o fomento ao mercado de crédito livre, visando a redução do risco país e da inflação.
Além das diretrizes fiscais, o projeto contempla um amplo pacote de medidas microeconômicas e uma revisão regulatória, incluindo a proposta de um “revogaço” para anular normas da atual gestão que aumentam a burocracia sem eficiência. O plano também prevê a modernização da infraestrutura digital, com foco em segurança jurídica para data centers, e a desburocratização de processos de inventários. Sachsida defende que o próximo governo priorize a consolidação fiscal rápida e, na sequência, foque em ações que promovam o dinamismo da economia nacional e a competitividade do setor privado.

