O ex-presidente Michel Temer comunicou a aliados que não pretende disputar a Presidência da República em 2026. A decisão ocorre em meio às movimentações internas do MDB, que se divide entre apoiar o governo Lula, ou se posicionar em oposição ao petista. Ao mesmo tempo, Temer defendeu que os diretórios estaduais tenham autonomia para definir os rumos da legenda, afastando a possibilidade de uma candidatura própria que havia sido ventilada por setores da sigla.
O anúncio de Temer foi feito poucos dias após Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, afirmar que o nome do ex-mandatário poderia “unir o partido” em torno de uma candidatura ao Planalto. Rossi destacou a experiência de Temer como fator de convergência, mas a decisão de não concorrer reforça o cenário de indefinição. O MDB, que hoje ocupa três ministérios no Governo Federal, também abriga lideranças alinhadas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, evidenciando a disputa interna sobre qual caminho seguir.
Na terça-feira (3), a maioria dos diretórios estaduais assinou um manifesto pedindo neutralidade da legenda nas eleições presidenciais. O documento foi entregue a Baleia Rossi e reflete a resistência de parte da base em se alinhar ao petista, mesmo diante da tentativa de Lula de atrair o MDB para compor sua chapa à reeleição, em vaga atualmente ocupada por Geraldo Alckmin (PSB).







