Está confirmado: o Tribunal de Contas da União fará uma inspeção no Banco Central sobre os procedimentos que envolveram a liquidação extrajudicial do Banco Master. A informação consta no despacho enviado pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, ao ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso. O documento reforça ainda a urgência sobre a medida.
Essa inspeção vai funcionar como uma espécie de raio-x aos documentos que foram usados para elaborar o relatório encaminhado ao TCU sobre todo o histórico relacionado ao Banco Master, que enfrentou problemas econômicos e acusações de fraudes que levaram, inclusive, à prisão de seu presidente, o banqueiro Daniel Vorcaro, em 17 de novembro do ano passado.
Semanas depois, o ministro Jhonatan de Jesus determinou que o Banco Central apresentasse esclarecimentos relacionados a supostos indícios de liquidação “precipitada”. No entanto, foi decretado sigilo sobre o processo. O mercado financeiro, naquele momento, foi pego de surpresa com a decisão, uma vez que se tratava de uma instituição privada.
Segundo o relator, sem acesso a todos os documentos do BC, é impossível verificar de forma objetiva a regularidade do processo. O escândalo do Master expõe um rombo que pode passar dos R$ 11 bilhões, além de envolver a Reag – uma gestora de recursos que, segundo o BC, atuava com valores sobrevalorizados – e piora com o interesse do Banco de Brasília, que é público, em adquirir o Banco Master.

