Após ser alvo de sanções dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, que pune violadores de direitos humanos, o ministro Alexandre de Moraes poderá recorrer a companhias aéreas como a Cubana de Aviación e a venezuelana Conviasa para realizar viagens internacionais. As restrições impostas pelo governo americano proíbem a entrada de Moraes no país e o impedem de utilizar serviços financeiros ligados a empresas dos EUA. Com isso, o ministro também poderá ser forçado a adotar meios de pagamento como o bolívar venezuelano, moeda altamente desvalorizada e de aceitação praticamente nula fora da Venezuela.
A legislação americana determina o bloqueio de bens nos Estados Unidos e veda transações com cidadãos e empresas sujeitas à sua jurisdição. Além da revogação do visto e do impedimento de entrada em solo americano, Moraes poderá perder acesso a cartões de crédito e débito internacionais emitidos por bandeiras como Visa, Mastercard e American Express. Como alternativa, poderá contar com companhias aéreas que também estão sob sanções dos EUA e que continuam operando no Brasil, como é o caso da Conviasa, que mantém voos para Manaus, e da Cubana de Aviación, que conecta Caracas com alguns destinos internacionais, dentre eles Moscou (Rússia), Havana (Cuba) e Teerã (Irã).
Embora a maior parte das companhias internacionais evite transportar pessoas sancionadas por Washington, a Conviasa conecta cidades como Caracas e Havana com o Brasil, oferecendo opções para viagens a destinos governados por regimes ditatoriais e partidos de esquerda. A utilização dessas rotas, assim como da moeda venezuelana, pode se tornar necessária caso outras alternativas sejam inviabilizadas por receio de penalizações por parte das autoridades americanas.













