PT busca cortejar setores da “direita liberal” em meio a queda de popularidade

Redação 011
2 Min
PT busca cortejar setores da “direita liberal” em meio a queda de popularidade
foto: divulgação/ PT

O Partido dos Trabalhadores iniciou nesta sexta-feira (24) seu 8º congresso nacional em Brasília, reunindo cerca de 600 representantes até domingo (26). A sigla tenta se aproximar da chamada “direita liberal e democrática” (sem detalhar nomes), supostamente compatível com seus valores, embora mantenha histórico de políticas intervencionistas e propostas de controle estatal. Segundo a programação, a abertura conta com homenagem póstuma às militantes Clara Charf e Sonia Braga, ligadas à fundação do partido e lembradas como símbolos da trajetória da legenda.

Durante o encontro, o PT pretende discutir táticas eleitorais para 2026 e propor mudanças estruturais, como reforma do Judiciário e alterações nas Forças Armadas. O vice-presidente da legenda, Jilmar Tatto (SP), fará a abertura, enquanto Edinho Silva apresentará análise de conjuntura. Entre os nomes escalados para conduzir debates estão José Dirceu e Paulo Okamotto, reforçando a presença de dirigentes históricos. A sigla afirma que a distinção entre “extrema-direita autoritária” e “direita liberal” será decisiva para sua estratégia, ainda que mantenha divergências sobre modelo de desenvolvimento e papel do Estado.

O encerramento está previsto para domingo (26), com participação de Lula, que deve lançar campanha de filiação. O petista, que passou por procedimentos médicos em São Paulo, tem feito críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto busca reposicionar o partido no cenário internacional. Apesar das iniciativas, o PT enfrenta dificuldades eleitorais, conforme apontam pesquisas recentes, e tenta reforçar suas bases em meio ao desgaste acumulado ao longo dos últimos anos.

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