Exportações brasileiras ao Golfo recuam com bloqueio no estreito de Hormuz

Redação 011
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Exportações brasileiras ao Golfo recuam com bloqueio no estreito de Hormuz
foto: Arquivo/Agência Brasil/ASCOM ADEPARÁ

O fechamento do estreito de Hormuz, em meio à guerra no Irã, interrompeu o avanço das exportações brasileiras para os países do Golfo Pérsico. Dados oficiais apontam que as vendas para Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Bahrein e Omã recuaram 31,47% em março, somando US$ 537,11 milhões. O bloqueio da principal rota marítima da região afetou diretamente embarques de produtos minerais e do agronegócio, setores estratégicos para a economia nacional.

Apesar da queda expressiva nas exportações, o Brasil registrou superávit de US$ 41,4 milhões em março, mesmo com o aumento de 113% nas importações durante o período mais crítico do conflito. No acumulado de janeiro a março, as vendas externas cresceram 8,14%, alcançando US$ 2,41 bilhões, enquanto as compras somaram US$ 1,4 bilhão, garantindo saldo positivo de US$ 1 bilhão. O desempenho mostra que, embora o impacto da guerra seja evidente, alguns produtos conseguiram sustentar o comércio regional.

Entre os itens mais afetados, o açúcar teve retração de 43,37% e o milho praticamente não foi embarcado para o Golfo. Já o café registrou alta de 34,24% em março e 64,3% no trimestre, enquanto a carne bovina avançou 24,7% no mês e 65,29% no período, puxada pela valorização do preço médio. As carnes de aves, principal produto da pauta agropecuária, caíram 13,8% em março e 2,32% no acumulado. O cenário reforça a dependência do agronegócio brasileiro em mercados externos e expõe a vulnerabilidade do comércio diante de crises internacionais, sem que o Governo Federal apresente medidas claras para proteger os produtores nacionais.

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