Caminhando para a falência, Correios fecham 2025 com rombo de R$ 8,5 bilhões 

Redação 011
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Caminhando para a falência, Correios fecham 2025 com rombo de R$ 8,5 bilhões 
foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

Os Correios divulgaram nesta quinta-feira (23) os resultados financeiros de 2025, revelando um prejuízo de R$ 8,5 bilhões. O montante é mais de três vezes superior ao registrado em 2024, quando as perdas somaram R$ 2,6 bilhões. O principal fator apontado pela estatal foi o pagamento de precatórios, que alcançaram R$ 6,4 bilhões, além de provisões para ações trabalhistas. Trata-se do 14º trimestre consecutivo de resultado negativo desde o fim de 2022, evidenciando a dificuldade da empresa em recuperar sua sustentabilidade.

Segundo relatório interno, a queda de receita bruta, que atingiu R$ 17,3 bilhões em 2025, foi impactada pela redução de 66% nas encomendas internacionais. A estatal atribuiu essa retração às mudanças nas regras de tributação sobre importações de baixo valor, que alteraram o fluxo do comércio global. Além disso, os Correios reservaram R$ 2,63 bilhões para possíveis perdas em ações trabalhistas relacionadas ao adicional de atividade externa e de periculosidade, reforçando o peso das obrigações judiciais sobre as contas da empresa.

Na tentativa de conter despesas, a estatal lançou um Plano de Demissão Voluntária (PDV), que contou com a adesão de 3.181 funcionários entre fevereiro e abril, gerando expectativa de redução de gastos de cerca de 40%. Somando os programas de 2024 e 2025, o total de desligamentos chegou a 3.756 empregados, com economia estimada em R$ 147,1 milhões neste ano e projeção de R$ 775,7 milhões em 2026. Apesar das medidas, os Correios recorreram a um empréstimo de R$ 12 bilhões, garantido pela União, para cobrir despesas, o que reforça a dependência da estatal do respaldo do Governo Federal.

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