Procura-se um governador: TSE tende a ignorar renúncia e tornar Cláudio Castro inelegível

Redação 011
2 Min
Procura-se um governador: TSE tende a ignorar renúncia e tornar Cláudio Castro inelegível
foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

A tentativa de Cláudio Castro de “driblar” a Justiça Eleitoral através da renúncia encontrou um muro no TSE. Nos bastidores do tribunal, o entendimento majoritário é de que a renúncia ao mandato não interrompe o julgamento de abuso de poder político e econômico. Ministros avaliam que saída antecipada do cargo é uma tentativa de evitar um “vexame” público. O julgamento sobre o esquema do Ceperj deve manter punição que impede o governador de disputar as eleições de 2026, mesmo com a cadeira vazia. Se a chapa for cassada, Castro perderá os direitos políticos por oito anos, ficando de fora da disputa eleitoral que se aproxima.

O processo que assombra o Palácio Guanabara envolve a contratação irregular de cerca de 27 mil servidores temporários. A investigação aponta que essas contratações foram usadas para turbinar a campanha de reeleição em 2022. Dois ministros (a ex-relatora Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira) já votaram pela cassação, entendendo que houve uso indevido da máquina pública. A renúncia de Castro é vista por ministros como uma confissão antecipada de derrota jurídica, tentando preservar um pilar político que o TSE parece disposto a derrubar.

O Rio de Janeiro paga, mais uma vez, o preço da instabilidade política crônica. Castro tenta sair por cima, mas a sombra da inelegibilidade é real. Se o TSE confirmar o rigor, o governador entra para a extensa lista de gestores fluminenses que terminaram o mandato — ou a carreira — sob o veredito dos tribunais.

Compartilhe este artigo