O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre agenda oficial de saúde nesta quarta-feira, mas sob o crivo do Estado. Por determinação direta do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro será submetido a uma perícia médica realizada por especialistas da Polícia Federal no Instituto Nacional de Criminalística, na capital federal.
O procedimento ocorre em um momento crítico. Após exames de imagem realizados no último domingo (14), a equipe médica particular do ex-presidente recomendou uma intervenção cirúrgica imediata. A defesa levou o quadro ao STF, o que motivou a Corte a exigir uma avaliação técnica oficial para validar as condições clínicas alegadas.
Histórico de complicações e exames antecipados
O ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses, vem enfrentando intercorrências de saúde recorrentes desde o atentado sofrido em 2018. No último domingo, uma ultrassonografia nas regiões inguinais foi realizada dentro das dependências da Superintendência da PF em Brasília.
Moraes ordenou que todos esses laudos particulares e exames de imagem fossem entregues previamente aos peritos federais. O objetivo é que a equipe do Instituto Nacional de Criminalística tenha um panorama completo antes da avaliação clínica presencial que ocorre hoje.
O que está em jogo?
A perícia desta quarta-feira é o fiel da balança para os próximos passos da defesa. O laudo produzido pelos peritos da PF será anexado aos autos e encaminhado imediatamente ao STF. Somente após essa análise oficial, o ministro Alexandre de Moraes decidirá sobre:
A autorização para a realização da nova cirurgia;
Eventuais pedidos de mudança no regime de cumprimento de pena por questões humanitárias ou de saúde.
Para aliados e apoiadores do ex-presidente, a situação é vista com cautela e preocupação, reforçando as críticas ao rigor do tratamento penal imposto ao líder conservador.







