O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avaliou o cenário político brasileiro como hostil e arriscado durante uma entrevista coletiva na cúpula do G7, na França, nesta quarta-feira (17). A declaração ocorreu após um encontro com Lula no evento internacional, momento em que o líder norte-americano abordou a classificação de facções criminosas nacionais como grupos terroristas e a aplicação de medidas de pressão adotadas pelo governo Trump. “Está se tornando um país duro politicamente. Um pouco perigoso politicamente. Está meio desagradável”, afirmou o chefe de Estado sobre o Brasil.
As recentes políticas de segurança da administração republicana incluem a inserção do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital na lista de organizações terroristas estrangeiras. O anúncio ocorreu dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizar uma visita a autoridades americanas. O governo, em contrapartida, criticou a designação sob a justificativa de que a ação enfraqueceria o combate à criminalidade. Adicionalmente, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos propôs taxas extras a 60 nações por falhas na contenção do trabalho forçado, o que integra o pacote de medidas de pressão adotadas pelo governo Trump.
Durante a coletiva, o presidente dos Estados Unidos também comentou a situação jurídica do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a quem se referiu como “Bolsonaro Jr.”. O republicano relatou que o parlamentar enfrenta retaliações por realizar denúncias no Texas. “Escutei que eles prenderam alguém que está concorrendo para cargo público. […] Ou eles querem prendê-lo. Eles estão jogando duro”, declarou. A fala faz referência a uma suposta coação que gerou uma condenação no Supremo Tribunal Federal contra o filho de Jair Bolsonaro (PL), ilustrando a preocupação internacional com a estabilidade institucional no país.

