Durante a cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, Lula surpreendeu ao declarar que nunca foi de esquerda. A fala ocorreu em uma conversa informal com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e o chanceler alemão Friedrich Merz, registrada pelas câmeras do evento. O petista afirmou que sempre se posicionou mais próximo ao centro político, contrariando a expectativa internacional de que sua trajetória fosse marcada por alinhamento à esquerda.
No diálogo, Lula comentou que “o mundo não é de esquerda” e defendeu que a maioria dos governos se coloca em posições intermediárias. Georgieva relembrou que, quando o líder da esquerda foi eleito pela primeira vez em 2003, havia expectativa de que ele adotasse uma postura esquerdista, mas que acabou governando de forma mais moderada. Lula reforçou que sua atuação sindical não o caracterizava como esquerdista, citando relações próximas com sindicatos da Alemanha, Itália e Espanha.
O petista também relatou episódio de 1980, quando foi convidado para um congresso na União Soviética, mas não compareceu por ter sido condenado pela Lei de Segurança Nacional. Segundo ele, a decisão resultou em sua classificação como “anticomunista”. Apesar das declarações, o histórico de Lula inclui participação no Foro de São Paulo e proximidade com regimes ditatoriais como os de Hugo Chávez, Fidel Castro, Daniel Ortega e Nicolás Maduro, além de alianças com líderes esquerdistas da América Latina, como Evo Morales e Cristina Kirchner.

