O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segue sem se declarar suspeito nas questões relacionadas ao caso Banco Master, enquanto novas informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro ampliam os questionamentos sobre a relação entre os dois. Levantamento publicado pelo portal UOL nesta sexta-feira (6) identificou 316 registros de interação nos dois meses anteriores à prisão do banqueiro, em novembro de 2025. O número inclui mensagens, fotos, chamadas, ligações perdidas e notificações do WhatsApp.
A análise identificou 69 mensagens, das quais 52 já constavam de material analisado pela Polícia Federal e outras 17 foram recuperadas de bancos secundários do WhatsApp. Entre elas estão mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro que indicam a combinação de um possível encontro em Brasília três dias antes da prisão do banqueiro. O material também mostra Vorcaro pedindo ajuda ao ministro diante da possibilidade de medidas da PF e do Banco Central e mencionando o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
A relação já era objeto de questionamentos por causa do contrato de aproximadamente R$ 130 milhões firmado pelo Banco Master com o escritório comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Moraes contesta o material: classificou o relatório da PF como mentiroso, questionou a cadeia de custódia do celular e negou ter mantido os diálogos atribuídos a ele. O STF ainda deverá decidir se abre uma investigação sobre a relação entre o magistrado e Vorcaro.

