O mercado financeiro manteve em 5,02% a projeção para o IPCA de 2026, mas voltou a elevar a estimativa para a inflação de 2027, de 4,24% para 4,25%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. A meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional é de 3% ao ano. O intervalo de tolerância é de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que define o piso em 1,5% e o teto em 4,5%. A previsão para o crescimento do PIB em 2026 caiu de 1,98% para 1,95%. Para 2027, a estimativa ficou em 1,50%.
Já para o câmbio, os analistas decidiram manter a projeção para o dólar em R$ 5,20 no fim de 2026 pela 10ª semana consecutiva. Para 2027, a estimativa subiu de R$ 5,29 para R$ 5,30. Quanto à taxa básica de juros da economia, a projeção para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano pela terceira semana consecutiva, após ter recuado de 14% para 13,75%. Para 2027, a estimativa ficou em 12% pela décima semana seguida.
Os conflitos internacionais, como as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, além dos tarifaços impostos pelos Estados Unidos, seguem dando o tom de cautela do mercado financeiro sobre as perspectivas da economia brasileira. Soma-se a tudo isso as eleições de outubro e a falta de uma política comprometida com o corte de gastos do Governo Federal.

