O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um memorando que autoriza o uso de ferramentas cibernéticas contra organizações criminosas transnacionais, consideradas ameaça direta à segurança americana. A medida, segundo a Casa Branca, abre espaço para que facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), já classificadas como organizações terroristas estrangeiras, sejam alvo de operações. Além das ações digitais, o governo americano também prepara ofensivas militares em território latino-americano.
O secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou na quarta-feira (12) que os Estados Unidos pretendem replicar em terra o modelo de ataques já realizados contra supostas embarcações de narcotraficantes em águas internacionais. A estratégia será conduzida em parceria com países como Colômbia e Equador, integrantes da Coalizão Anticartéis das Américas, formada por 19 nações. O Brasil, governado pela esquerda, não participa da aliança, o que pode ampliar sua vulnerabilidade diante da expansão das operações americanas contra grupos ligados ao tráfico.
As ações anunciadas incluem o uso de tecnologia do setor privado sob coordenação do governo americano e podem atingir redes envolvidas no comércio de cocaína e fentanil. Desde setembro do ano passado, os EUA já realizaram ataques marítimos que resultaram em mais de 200 mortes de supostos traficantes. Agora, o plano é estender a ofensiva para áreas controladas por facções e remanescentes de guerrilhas, considerados “alvos legítimos”. O avanço da estratégia reforça a pressão sobre países da região e expõe a ausência de alinhamento do governo Lula às iniciativas de combate internacional ao narcotráfico.

