O candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP), destacou nesta segunda-feira (24) que o combate ao crime organizado deve seguir o modelo aplicado em El Salvador pelo presidente Najib Bukele. Em sabatina na Jovem Pan, Derrite afirmou que sua experiência como Secretário de Segurança Pública de São Paulo o credencia para ampliar políticas de endurecimento contra facções criminosas e deixou aberta a possibilidade de assumir o Ministério da Segurança Pública em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Para o parlamentar, a pauta da segurança é “um ideal de vida” e exige coragem política para mudanças profundas.
Ao detalhar suas propostas, Derrite citou a coordenação do plano “Brasil sem Medo” de Flávio Bolsonaro e reforçou que o enfrentamento às facções deve incluir medidas como a asfixia financeira do PCC e a autorização para que polícias estaduais atuem nas fronteiras. Ele também defendeu a revisão do pacto federativo e afirmou que, como senador, pretende fortalecer a parceria com Tarcísio de Freitas (Republicanos), em quem aposta para a reeleição ao governo paulista. Derrite ainda ressaltou que a classificação das facções brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos deveria ter sido feita pelo próprio Governo Federal, criticando a omissão do governo Lula.
Entre os pontos mais duros de sua agenda, Derrite defendeu a criação de tribunais especiais para julgar o crime organizado, a construção de unidades de confinamento semelhantes ao CECOT de El Salvador e a implementação da prisão perpétua para crimes como cárcere privado e estupro, o que exigiria alteração constitucional. Para ele, “se o Brasil fizer 90% do que foi feito em El Salvador, se torna outro país”. O candidato também mencionou a possibilidade de cooperação com os EUA no programa Escudo das Américas, reforçando a necessidade de inteligência internacional para enfrentar o crime transnacional.

