Mendonça autoriza buscas da PF contra Cláudio Castro em apuração do Master

Redação 011
2 Min
Mendonça autoriza buscas da PF contra Cláudio Castro em apuração do Master
foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (26) uma operação de busca e apreensão contra o ex-governador Cláudio Castro (PL), no âmbito da 8ª fase da Operação Compliance Zero. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tem como alvo movimentações financeiras ligadas ao Banco Master. Segundo os investigadores, cerca de R$ 3 bilhões em recursos públicos do Rio de Janeiro foram aplicados em fundos administrados pelo conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, por meio do Rioprevidência, responsável por benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado.

Os agentes cumpriram dez mandados no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, em continuidade às apurações que já haviam identificado aportes suspeitos de R$ 970 milhões entre 2023 e 2024. A nova etapa concentra-se em aplicações de R$ 2,01 bilhões realizadas a partir de julho de 2024, elevando o total para aproximadamente R$ 3 bilhões. O advogado de Castro, Carlo Luchione, afirmou que o ex-governador acompanhou as diligências “com serenidade”. Essa é a segunda vez em menos de duas semanas que o político é alvo da PF, após a Operação Sem Refino, que investigou supostas fraudes fiscais na Refit.

O caso também repercute na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL) conseguiu apoio para instalar uma CPI sobre os investimentos do Rioprevidência no Banco Master. Documentos apresentados indicam que quase R$ 1 bilhão foi aplicado diretamente na instituição, além de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados por ela, mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Há ainda registros de aportes da Cedae, que somaram R$ 200 milhões. A investigação reforça a pressão sobre o Governo Federal, que tem sido criticado por não avançar em medidas de controle mais rígidas sobre fundos públicos estaduais.

Compartilhe este artigo