O cenário político de São Paulo sofreu um novo abalo sísmico. Pablo Marçal, a grande surpresa das eleições de 2024, anunciou que deixará o nanico PRTB para se filiar ao União Brasil. A cerimônia oficial está marcada para a próxima sexta-feira (6), na capital paulista. O movimento é visto como uma tentativa estratégica de Marçal de se cercar de uma estrutura jurídica e partidária de peso para reverter sua inelegibilidade no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Marçal foi condenado pelo TRE-SP a 8 anos de inelegibilidade devido ao seu famoso “campeonato de cortes”, mas o influenciador aposta em recursos e acordos — como o recente acerto com o Ministério Público Eleitoral no caso do laudo contra Guilherme Boulos — para recuperar seus direitos políticos a tempo de 2026.
Pressão sobre Tarcísio e Derrite
A chegada de Marçal ao União Brasil, que está federado com o PP, cria um problemão para o governador Tarcísio de Freitas. O plano original da chapa de Tarcísio prevê o atual secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), como o nome para o Senado. Com Marçal no páreo e exigindo espaço, a montagem do palanque da direita em SP vira um campo minado, especialmente com o PL de Bolsonaro também pleiteando espaço.
Se conseguir a liminar que o libera para as urnas, ele se torna o “elefante na sala” que ninguém consegue ignorar. Sua capacidade de mobilização digital, agora somada ao caixa e ao tempo de TV do União Brasil, pode atropelar candidaturas tradicionais.









